segunda-feira, 29 de março de 2010

.desmovermovimentado.

a expectativa da próxima faixa
a imagem anterior len-ta-men-te apagando
a nova surgindo
o progresso (em processo)
o piano se aligeirando... : o refrão
o caminho percorrido sumindo atrás, na estrada

o levantar de cabeça. o rumo. rumores.

sexta-feira, 26 de março de 2010

em. in.

em comum, incomum
em comum acordo
incomum acordo. levanto.
e acho que contradição é coisa mesmo de dar em gente
na gente comum que há em nós e nos vive;
em comunhão com o insólito do mundo (de dentro e de fora)
peço aos deuses que se aquietem dentro de mim, que são coisas incomuns que me acometem.
E que entre o eu que sei e o eu que nem imagino há em comum, e sem acordos possíveis, a falta de sentido e o desconhecido, que é infindo.
mas é indo, vindo... vivendo...

domingo, 28 de fevereiro de 2010

é porque tem corpo e tem alma
é porque a alma tem vida maior
e o corpo não entende o prolongar-se
é porque os porquês são tão imensos... tão imersos
no sem-que-nem-porque
é porque pode ser um souvenir fora de época
é porque a época é pra sempre atemporal
é porque o abraço dura menos que o desejado
é porque respira, transpira
e, por isso, inspira
é porque transcende
é porque dói
é porque grita, quando menos fala
é porque avança, é porque para
é porque é gente
é porque sente
porque mente
é porque é assim, sem mais, que é lindo!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

E pra não ser lesada em meus direitos autorais, me faço assim, eloquente.
gritando a lucidez alheia, me proclamando à parte de tudo o que não é
amando dizer do amor
e me alimentando do mais fino da bossa e da fossa,
da farsa, que é nossa.
Sorrindo grande quando o riso é de choro
e cantando alto quando a música é pouca...
e a dança é louca.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

das flores-cantadas

... por mim, por ZD, pelos nós...




Flores para quando tu chegares
Flores para quando tu chorares
Uma dinâmica botânica de cores
Para tu dispores pela casa

Pelos cômodos, na cômoda do quarto
Uma banheira repleta de flores
Pela estrada, pela rua, na calçada
Flores num jardim
Pétalas ao vento, para tu contares
Para além dos nomes
Que possam dizê-las
Flores pra compores
Metáforas antes de comê-las

Pelos cômodos, na cômoda do quarto
Uma banheira repleta de flores
Pela estrada, pela rua, na calçada
Flores para mim
Flores pros meus braços
Ofertá-las para parabenizar-te
Flores, quantas flores forem necessárias
Pra perguntares pra que tantas flores...

sábado, 10 de outubro de 2009

o espelho

espelha-se no espaço a esmo
espalma-se, espreita, espera...
expira, aspira
transpira
(pira, pesa - quebra)
torna-se múltiplo
multicor
multicorte.
[É agora em carne viva]
Vive de muitas vidas
e
desencarna.

coisa q dizem, os nós

"Estruturalismo - o lugar onde cada elemento ocupa um espaço"


DESestruturalismo - é quando a gente é a gente e pensa... pensa demais