terça-feira, 3 de agosto de 2010

então... foi assim.

a uma.
confrontada com todas dela. assim de ver, de viver, de conviver... sobreviver
agora são quatro (visivelmente) vendo e desvendo, desvendando; e tudo isso de olhos fechados.
sentindo
estranhando
se contendo. se tendo. se não indo.

.

.

.
ah, era só um sonho!
[mas o que não é?]
...
Vai saber!

domingo, 1 de agosto de 2010

é, meio sem ser. ou.

A prolixidade, antes de deslize ou defeito, é uma arte.
A arte de se dar toda entre ditos, reiterações, inversões, confusões pra não entregar nada de si nem de coisa alguma
A arte de fazer as palavras e os sentidos se esgotarem de não dizer. De discursar para o discurso!
de gritar aos surdos.
E, acima de tudo, de se conformar...
Se aceitar como quem nunca diz e muito menos autodiz
É a consciência do sempre algo de menos; algo desgastado,
enganado.
É um movimento de fruição da palavra pela palavra
[de desfrustração]
...e esvaziamento...
um antimovimento.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

só se ser, só.

"E, o que era que eu queria?
Ah, acho que não queria mesmo nada,
de tanto que eu queria só tudo.
Uma coisa, a coisa, esta coisa: eu somente queria era - ficar sendo!"

de Guimarães e das levezas de se deixar levar, escorrendo, fluindo, no decorrer dos dias e dos olhos. no "desdever" de querer.
e pra além de ficar sendo, ficar estando, permanecer mudando.
muito prazer, eu sou estares.

sábado, 1 de maio de 2010

das namoradas*

"tenho duas namoradas:
a música e a poesia,
que ocupam minhas  noites,
que acabam com meus dias.

nenhum instante se deixam
grudadas pelas costelas
nenhum segundo me largam,
também eu não largo delas"


[e dos amores graaaandes, infindos]

quinta-feira, 1 de abril de 2010

de barbaridades doces

"tudo ainda é tal e qual
e, no entanto, nada igual"

bem bem, não sei se isso é bom ou ruim. ou - pra não me ser assim, maniqueísta - não sei quando é bom e quando é ruim.................................... mas sei, sentindo, que é tão bom de ver e ouvir, tão saudosista lembrar e querer o "tudo igual" de outrora.
E graças aos deuses todos em comunhão poder desfrutar, me deliciar com os cantos (de todos os lados).
Vou sendo então embala (abalada) pelos que dizem que não deve morrer nunca; pelos que se perguntam se é loucura ou lucidez querer que tudo vire a tal da música; pelos que dizem que a vida é boa pra quem cantar e outros que dizem até ser uma missão... uma linda missão. uma missão que faz viver um pouco mais... mais bonito e leve. mais vivível.

***em ondas invisíveis, indizíveis, quase imperceptíveis (aos mais distraídos)***



e segue o som
cada vez mais
cada vez: ais.







"e, se Deus negar, eu vou me indignar e chega"

segunda-feira, 29 de março de 2010

.desmovermovimentado.

a expectativa da próxima faixa
a imagem anterior len-ta-men-te apagando
a nova surgindo
o progresso (em processo)
o piano se aligeirando... : o refrão
o caminho percorrido sumindo atrás, na estrada

o levantar de cabeça. o rumo. rumores.

sexta-feira, 26 de março de 2010

em. in.

em comum, incomum
em comum acordo
incomum acordo. levanto.
e acho que contradição é coisa mesmo de dar em gente
na gente comum que há em nós e nos vive;
em comunhão com o insólito do mundo (de dentro e de fora)
peço aos deuses que se aquietem dentro de mim, que são coisas incomuns que me acometem.
E que entre o eu que sei e o eu que nem imagino há em comum, e sem acordos possíveis, a falta de sentido e o desconhecido, que é infindo.
mas é indo, vindo... vivendo...