sábado, 1 de maio de 2010

das namoradas*

"tenho duas namoradas:
a música e a poesia,
que ocupam minhas  noites,
que acabam com meus dias.

nenhum instante se deixam
grudadas pelas costelas
nenhum segundo me largam,
também eu não largo delas"


[e dos amores graaaandes, infindos]

quinta-feira, 1 de abril de 2010

de barbaridades doces

"tudo ainda é tal e qual
e, no entanto, nada igual"

bem bem, não sei se isso é bom ou ruim. ou - pra não me ser assim, maniqueísta - não sei quando é bom e quando é ruim.................................... mas sei, sentindo, que é tão bom de ver e ouvir, tão saudosista lembrar e querer o "tudo igual" de outrora.
E graças aos deuses todos em comunhão poder desfrutar, me deliciar com os cantos (de todos os lados).
Vou sendo então embala (abalada) pelos que dizem que não deve morrer nunca; pelos que se perguntam se é loucura ou lucidez querer que tudo vire a tal da música; pelos que dizem que a vida é boa pra quem cantar e outros que dizem até ser uma missão... uma linda missão. uma missão que faz viver um pouco mais... mais bonito e leve. mais vivível.

***em ondas invisíveis, indizíveis, quase imperceptíveis (aos mais distraídos)***



e segue o som
cada vez mais
cada vez: ais.







"e, se Deus negar, eu vou me indignar e chega"

segunda-feira, 29 de março de 2010

.desmovermovimentado.

a expectativa da próxima faixa
a imagem anterior len-ta-men-te apagando
a nova surgindo
o progresso (em processo)
o piano se aligeirando... : o refrão
o caminho percorrido sumindo atrás, na estrada

o levantar de cabeça. o rumo. rumores.

sexta-feira, 26 de março de 2010

em. in.

em comum, incomum
em comum acordo
incomum acordo. levanto.
e acho que contradição é coisa mesmo de dar em gente
na gente comum que há em nós e nos vive;
em comunhão com o insólito do mundo (de dentro e de fora)
peço aos deuses que se aquietem dentro de mim, que são coisas incomuns que me acometem.
E que entre o eu que sei e o eu que nem imagino há em comum, e sem acordos possíveis, a falta de sentido e o desconhecido, que é infindo.
mas é indo, vindo... vivendo...

domingo, 28 de fevereiro de 2010

é porque tem corpo e tem alma
é porque a alma tem vida maior
e o corpo não entende o prolongar-se
é porque os porquês são tão imensos... tão imersos
no sem-que-nem-porque
é porque pode ser um souvenir fora de época
é porque a época é pra sempre atemporal
é porque o abraço dura menos que o desejado
é porque respira, transpira
e, por isso, inspira
é porque transcende
é porque dói
é porque grita, quando menos fala
é porque avança, é porque para
é porque é gente
é porque sente
porque mente
é porque é assim, sem mais, que é lindo!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

E pra não ser lesada em meus direitos autorais, me faço assim, eloquente.
gritando a lucidez alheia, me proclamando à parte de tudo o que não é
amando dizer do amor
e me alimentando do mais fino da bossa e da fossa,
da farsa, que é nossa.
Sorrindo grande quando o riso é de choro
e cantando alto quando a música é pouca...
e a dança é louca.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

das flores-cantadas

... por mim, por ZD, pelos nós...




Flores para quando tu chegares
Flores para quando tu chorares
Uma dinâmica botânica de cores
Para tu dispores pela casa

Pelos cômodos, na cômoda do quarto
Uma banheira repleta de flores
Pela estrada, pela rua, na calçada
Flores num jardim
Pétalas ao vento, para tu contares
Para além dos nomes
Que possam dizê-las
Flores pra compores
Metáforas antes de comê-las

Pelos cômodos, na cômoda do quarto
Uma banheira repleta de flores
Pela estrada, pela rua, na calçada
Flores para mim
Flores pros meus braços
Ofertá-las para parabenizar-te
Flores, quantas flores forem necessárias
Pra perguntares pra que tantas flores...